O tempo em que a criatividade era um dom exclusivo dos redatores e diretores de arte não existe mais...
O tempo em que a criatividade era um dom exclusivo dos redatores e diretores de arte não existe mais. Um título bem sacado, por si só, não é mais suficiente para levar o consumidor à compra. Quanto menos um anúncio com uma fonte super transada. A criatividade deve ser usada e exercitada por todos os profissionais de propaganda, das mais diversas áreas. Pelos atendimentos, pelos tráfegos, e especialmente pelos mídias. Digo isso, porque as pessoas estão saturadas de informação. Ninguém mais agüenta o bombardeio de pedidos: me leve, me compre, me veja, me use... Você mesmo, já parou pra imaginar quantas marcas diferentes de cada segmento conhece?
As pessoas estão cansadas, e cada vez mais, criando bloqueios. A publicidade tem que se utilizar de outros artifícios para seduzir o consumidor. Não se enfia nada goela abaixo. O que nós precisamos, é descobrir novos caminhos. Novas fórmulas de aproximação. Dizer a mesma coisa, de uma maneira diferente, em um meio diferente.
A prova de que isso é mais do que uma tendência é uma necessidade, é o crescente número de profissionais que trabalham exclusivamente com mídias não convencionais. Até empresa especializada em marketing de guerrilha já foi inventada. Hoje, para uma agência é tão importante ganhar um prêmio de melhor campanha, como de mídia alternativa, pelo menos deveria.
As coisas estão mudando, especialmente em propaganda. O anunciante que quer conversar com o seu público de maneira eficaz, deve estar atento a isso. Planejar uma mídia que vá além dos comerciais de 30 seg no intervalo do Jornal Nacional, virou necessidade. Criatividade não ocupa espaço, e é bem vinda em todos os setores, inclusive no de mídia.
Bruno Lobo Viana
Redator da Cia. Santista de Publicidade
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