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Aprenda a implementar a Tabela SACRE (Sistema de Amortização Crescente) nesse 7º artigo que trata do Cálculo de Juros Simples e Compostos no Excel
Grau de Dificuldade: 7
Trata-se de uma variação do Sistema de Amortização Constante, cujo objetivo primário é permitir uma maior amortização do valor emprestado e, consequentemente, a redução do percentual de juros sobre o saldo devedor.
Este sistema de amortização é utilizado pela Caixa Econômica Federal (CEF) e alguns bancos privados, tendo em vista que ele proporciona uma redução mais rápida do saldo devedor, na medida em que os juros vão diminuindo simultaneamente.
A diferença entre o SAC e o SACRE é a aplicação da taxa referencial (conhecida pelo acrônimo TR) na fórmula que define a prestação, fator esse que provoca a variação da amortização. Logo, pode-se dizer que o comprometimento inicial (prestação) é mais alto, mas vai diminuindo ao longo de cada período.
Qual a vantagem disso?
O contratante pagaria as prestações mais altas do empréstimo mais cedo e, caso ficasse desempregado ou inadimplente, haveria uma grande possibilidade de que a maior parte do empréstimo já tivesse sido paga (quitada), pois restariam apenas as parcelas de valores menores.
Mas o que seria TR?
Taxa Referencial de Juros (TR) é o índice oficial de correção (reajuste) utilizado nas CADERNETAS DE POUPANÇA para que a amortização seja variável, isto é, crescente. Sendo assim, além do cálculo da prestação, também existe a fórmula do reajuste, que pode ter incidência mensal ou anual.
A essa altura você já deve ter percebido que a TR é calculada pelo governo, enquanto nos financiamentos diretos, feitos pelos próprios investidores, utilizam como índice, em sua maioria, o IGP (Índice Geral de Preços), que possui três componentes e é calculado pela Fundação Getúlio Vargas desde 1947, com a criação da metodologia do Índice Geral de Preços (IGP) que, salvo pequenas correções e atualizações, permanece inalterada.
Com a introdução da correção monetária no país, em 1964, este índice passou a ser bastante usado na correção de contratos, especialmente, nas obras públicas.
Os componentes considerados para se chegar ao IGP possuem pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente:
1) O Índice de Preços por Atacado (IPA), que mede a evolução dos preços nas transações inter-empresariais e abrange várias etapas do processo produtivo, anteriores às vendas no varejo;
2) O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que detecta a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias com renda mensal até 33 salários mínimos;
3) O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que teve início em fevereiro de 1985. Como nos demais componentes do IGP, também é apresentada a versão do INCC para o mercado (INCC-M), que é calculado entre os dias 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência. O INCC é calculado entre o primeiro e o último dia do mês civil.
Observações Importantes:
1) Nesse artigo, não foi considerado o valor do seguro que é definido obrigatoriamente pela instituição credora.
2) Se houver algum valor remanescente no final do período por conta da evolução do financiamento significa que você terá direito à devolução desse valor. Caso ele seja negativo, você terá que pagá-lo para que a dívida seja considerada totalmente quitada.
Bom, agora que já aprendemos os conceitos necessários vamos ver como montar a planilha no Microsoft Office Excel 2003.
Didaticamente, iremos dividir a construção da nossa tabela em três grandes regiões, conforme a imagem abaixo:

Construção da Área 1 – Cabeçalho:
1) Selecione o intervalo de células A1:J1 e mescle-as com o auxílio do botão Mesclar, ou se preferir, vá até o menu Formatar / Células / Guia Alinhamento / Mesclar, conforme a imagem abaixo:

2) Após ter mesclado essas células, insira o texto SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE (TABELA SACRE) formatando-o com a fonte Arial, tamanho 14, negrito, centralizado. Aplique um fundo verde-claro para essa célula.
3) Insira o rótulo “Capital” na célula A2 e na célula da frente digite o valor correspondente ao capital financiado, que nesse caso é de R$ 50.000,00, na célula B2. Não se esqueça de formatar essa célula como moeda.
4) Mescle as células C2 e D2 a fim de digitar o rótulo “Prova Real do Capital” nela.
5) Na célula E2, estaremos obtendo a Prova Real do Capital com a fórmula =H3*C5/((D3*H3)+1), cuja explicação segue na imagem abaixo:
6) Em seguida, mescle as células F2 e G2 e digite o valor Primeira Parcela ====> na mesma.
7) Na célula I2, digite o texto “Última Parcela”.
8) Para obter o valor da primeira e última parcela automaticamente, você irá utilizar as funções MÁXIMO e MÍNIMO, respectivamente, conforme as imagens abaixo:


9) Na célula A3 digite o rótulo Juros por Ano (lembre-se que você deve utilizar o atalho ALT + ENTER a fim de passar para outra linha dentro da mesma célula). Na célula B3, digite o total de juros a ser aplicado por ano. Lembre-se que a presença do sinal de % (porcentagem) está fazendo com que o número 12 seja dividido por 100, ficando, portanto, = 0,12.
10) Na célula C3, digite o rótulo Juros por Mês, que será obtido automaticamente com a fórmula =B3/12, na célula D3, conforme a imagem abaixo:

11) Na célula E3, digite o texto Taxa de Reajuste (TR). Nesse artigo, iremos trabalhar com uma taxa de reajuste 1 (hum), valor esse que deve ser digitado na célula F3.

Caso você deseje acompanhar a taxa de reajuste do mês, acesse o site do Banco do Brasil e consulte a Taxa Referencial de Juros.
12) Nas células G3 e H3 definiremos o Prazo em Meses, conforme a imagem abaixo.

Atenção: Para esse artigo definiremos como prazo máximo 300 meses, isto é, 25 anos (300/12).
13) Por fim, digite o texto Renda Inicial Necessária na célula I3 e, logo em seguida, digite a fórmula =C5/0,3 na célula J3, conforme a imagem abaixo:

Note que essa fórmula nos permite saber qual a renda necessária para assegurar um empréstimo com comprometimento inicial de 30%, daí o fato da fórmula ser VALOR DA 1ª PARCELA / 0,30 (DÉCIMOS), ou seja, a PARTE (parcela) / TODO (renda).
É isso aí turma, para facilitar a construção da nossa planilha daremos continuidade ao assunto no próximo artigo. Qualquer dúvida entre em contato comigo através do e-mail ronaldosdb@weblivre.net.
Um forte abraço!
Ronaldo dos Santos Silva
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lariça em 16/06/2008
gostaria de receber informaçaoes
SERGINHO em 07/04/2008
Boas dicas. Porem ha erro de interpretação no "ITEM 10". A TAXA de juros anual não pode simplesmente ser dividada por 12, uma vez que a capitalização é mensal composta(Nao confundir com "juros sobre juros"), ou seja taxa nominal de 12%aa é igual taxa efetiva de 0,94%a.m.
Jorge Freitas em 06/04/2008
Sr. Ronaldo
Achei o seu tutorial bastante útil. Excelente para elucidar a maioria das minhas dúvidas. Contudo, uma permanece: A TR utilizada. Enquanto a TR não é alterada, a planilha funciona perfeitamente, mas ao alterar a TR para um valor encontrado no site do IBGE (p.ex. Jan/07 = 0,2189) como o senhor sugeriu, a planilha deixa de funcionar corretamente. Mesmo não entrando na fórmula dela, a Prova Real do Capital muda e as parcelas adquirem valores estranhos, inclusive negativos (!). O que estou fazendo de errado? Agradeceria se pudesse me elucidar esta dúvida.
Obrigado pela atenção.
Sandro F Silva em 31/03/2008
gostaria de receber materias sobre planilhas de calculos e formulas
Eliza em 20/03/2008
Parabéns pelo trabalho,
de forma clara, simples.
melquisedeque rocha de sousa em 29/02/2008
gostei muito muito explicativo, muito direto e complexo, sou 100% vc
eudes lesl campos em 21/11/2007
valeu
jonas em 30/10/2007
gostaria de saber qual a fórmula para variação de porcentagem no excel.
Mauricio da Silva em 21/10/2007
Parabenizo a equipe, pelo excelente trabalho e agradeço a oportunidade de ter encontrado recursos para adicionar aos meus conhecimentos. Um abraço a todos.
André Luiz em 11/10/2007
Gostaria se for possível receber informações sobre assuntos financeiros (principalmente caderneta de poupança, ações, etc), enfim tudo sobre mercado financeiro.
Desde já agradeço pela ajuda e compreensão.
GILBERTO ALVES em 05/08/2007
sr. Ronaldo
Muito bons e oportunos os seus artigos sobre
Cálculo de Juros Simples e Composto no Excel – Sistema de Amortização CREscente (SACRE)
Para mim, caíram do céu. Estou desenvolvendo um programa que precisa dessa fórmula.
Queria esclarecer: Se eu quisesse incluir numa única fórmula um cálculo sobre o valor a financiar para achar o valor da prestação, acrescendo a TR para se adaptar ao sistema SACRE, qual o valor a acrescentar sobre a taxa de juros ? Os jornais públicam apenas apenas a variação percentual mensal e às vezes o acumulado.
Olhando a sua tabela doExcel (excelente!), que usou Tr=1, não pude compreender bem "quanto de TR" deveria acrescentar para comparar o valor a um caso de simulação feito por um Banco.
Em outras palavras, dada a fórmula
onde:
PMT= VF(i(1+i)n/(1+i)n)
PMT = pagamento mensal; VF= valor do financiamento; i = taxa de juros mensal; n = expoente ref. número de meses
...quanto devo adicionar a i referente à TR (ou que critério utilizar) ?
Agradeceria a gentileza de uma resposta.
Gilberto Alves
Cuiabá-MT
debora simony em 08/06/2007
Prezados,
Sou economista e atuo na area de sistema financeiro de habitação, gostaria de saber se vcs, possuem algum artigo que fala sobre amortização negativa ou credora.
ATenciosamente Debora.
João F. Melo em 21/11/2006
Super explicatívo, tirei as dúvidas que tinha sobre o assunto, e, sem comentários.
Danielle em 05/11/2006
Adorei, foi muito bem explicativo, bem direto, simples e fácil.
Parabéns sua fã n°1
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