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Publicado em 10/02/2005 - Comente este artigo - Ler artigos relacionados - Você está em: Colunas » E-commerce

O Homem como Mídia

Vivemos na Economia das Redes, na era do interligado, do interconectado, das trocas incessantes. O Fator Relacionamento assume...

Vivemos na Economia das Redes, na era do interligado, do interconectado, das trocas incessantes. O Fator Relacionamento assume cada vez mais peso na Economia e no equilíbrio das forças mercadológicas, uma vez que temos muito mais informação, acesso e, portanto, capacidade de formar opinião e ler realidades.

A cada momento brotam comunidades, micro-sociedades, grupos e tribos auto-organizadas por interesses, gostos, hábitos, regiões, comportamento, pontos de vista. É o Homem procurando seu similar, seu igual em qualquer canto do mundo.

A Internet e as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) são o fermento de todo esse processo de natureza eminentemente humana. É do Homem querer trocar, comerciar, aprender, imitar, influenciar.

Todos sabemos que as redes de informação - que antes estavam confinadas à proximidade física - agora ficaram globais e intermitentes por conta da internet. A grande rede é, no fundo, uma arquitetura mutante de computadores, handhelds, celulares, TVs e demais dispositivos com acesso à web.

O mundo do IP (Internet Protocol) determinará o novo padrão das trocas entre os humanos, seja das trocas de informação e recursos, seja de transações mesmo. Aumentam-se assim as possibilidades. Pesquisar, checar, informar, ofertar, requisitar e comparar são tarefas mais fáceis, mais possíveis a cada um.

Esse fluxo infinito de informações tem valor e a informação de valor a um agente é aquela capaz de ser processada, de ser entendida, tratada, trocada e armazenada. Esse processo é feito pelas diversas mídias disponíveis (PCs, TVs, Celulares, etc), desde que estes estejam conectados à Rede.

A natureza e variedade dos dispositivos de acesso somente aumentarão com o tempo. Tudo que puder estar online estará. Relógios, roupas, óculos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos etc. poderão trocar informações, via rede, com os outros equipamentos servindo a outros atores.

Minha leitura é que nós humanos - aparentemente fornecedores e usuários dessas informações - agentes de interação pontual com a rede seremos, cada vez mais, parte integrante online desta rede.

A revolução digital, principalmente a wireless, está se permeando entre nós, guiada por uma explosão de novas diretrizes e tecnologias que foram, uma vez, o mundo da ficção científica e de seus heróis.

Os telefones celulares, os palmtops, handhelds, laptops e as redes sem fios fazem a Internet virtualmente acessível em qualquer lugar, a qualquer momento. Hoje isso já é possível, mas amanhã teremos a web realmente transparente e útil, como a energia elétrica e o gás.

Neste momento, quando tudo estiver online, cada ser humano será um nó ativo no fluxo instantâneo de informações, como se cada um fosse um elo na arquitetura da grande rede, assim como os computadores já o são.
 
Esse novo Ser Humano digital terá acesso instantaneamente à informação, captando-a, traduzindo-a, disseminando-a, mas principalmente, criando novas informações, gerando conhecimento, deixando suas pegadas, tornando-se, ele próprio, informação.

Vale lembrar, porém, que, atualmente, a digitalização é uma grandeza ofertada somente a poucas pessoas no mundo - algo exclusivo das classes e países mais ricos. A inclusão digital é um imperativo para que essa nova Economia - mais transparente, pulsante e democrática - cresça, eliminando os vícios de concentração e exclusão daquela oriunda da lógica agro-industrial.

Estamos em um momento real de transição. E são nesses momentos que se definem os futuros possíveis da evolução humana. Por isso, as Tecnologias Sociais - em conjunto com educação - são o investimento de base mais importante para o sucesso desse novo milênio.

Daniel Domeneghetti é sócio-fundador e diretor de Estratégia da E-Consulting Corp. Sugestões ou comentários para esta coluna podem ser enviados a dd@econsultingcorp.com.br.

Autor: Daniel Domeneghetti

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